domingo, 1 de dezembro de 2013

Luz da Lembrança

Não é de terror que os olhos se enchem. É só mais uma cena inventada por uma foto escurecida, cheia de poeira. A escuridão no quarto é tão brilhante quanto o próprio sol perto de olhos tão tristes. Não há incômodo, só um pesar não tão pesado, mas esmagador na medida em que possui a única flecha de liberdade de uma alma: a força de vontade da mente. A lembrança não é instrumento de prazer ou angústia. É só um fato já consumado e inesquecível até o momento que uma nova lembrança ocupe seu lugar. Rasgar as fotos não adianta, aqueles olhos negros sabem disso. Não dá pra rasgar a mente tampouco. Resta então relembrar de novo, de novo, de novo... A luz não se acende pelo interruptor. É só um fio de cabelo preso em uma roupa simples que não foi notado antes.

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