quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Cavalgada


Anunciam-se ao longe em pegasos negros. Eis que correm daqui pernas alvoroçadas em agonia e estupidez. Corpos sufocados pelo pranto e pela ganância. Desebainham-se as espadas de carne. Quebram-se os ossos. Fere-se a alma. Toda a cidade. Os vilarejos, os pomares. Tudo queimado, tudo perdido. Os pegasos não têm mais força pra voar. Cavalgam em diração ao rio que se esvai. Seus cavaleiros fogem dali, com terror nos olhos de verem a auto-destruição de algo tão belo e perdido. Aparências se vão e tudo que fica é a dor do que se viu e se perdeu.

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